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SP recebe Festival de Acessibilidade e Artistas com Deficiência

São Paulo receberá de 17 a 22 de setembro o Sem Barreira - Festival de Acessibilidade e Artistas com Deficiência. O evento criado pela Secretarias Municipais de Cultura e da Pessoal com Deficiência, e apoio das instituições da Paulista Cultural e outras instituições da cidade, acontece em vários pontos da cidade e traz mais de 100 atrações: circo, contação de história, dança, debates, exposições, intervenções, música, oficinas, palestras, passeios, performances, poesia, teatro e visitas monitoradas.

O objetivo do Festival é divulgar o importante trabalho realizado pelos artistas com deficiência, trazendo reconhecimento e visibilidade para cada um, seja no teatro, na música, dança ou em qualquer outra manifestação cultural. De acordo com as Secretarias, por meio da cultura, a deficiência pode ser vista e entendida de uma outra forma, valorizando o potencial de cada pessoa.

Além disso, o objetivo também é mostrar a importância da divulgação dos símbolos de acessibilidade comunicacional (Libras, audiodescrição e legenda) em toda programação cultural da cidade, facilitando a vida das pessoas que precisam desses recursos.

Marie Claire separou três destaques com mulheres na programação do Festival: A exposição Femina Aurea, com fotografias, em preto e branco, de mulheres com deficiências físicas e mobilidade reduzida, cujo intuito é retratar a beleza desses corpos que são estereotipados e apagados da estética social vigente em razão das limitações e imperfeições que apresentam, bem como fomentar profundos questionamentos e discussões sobre o padrão estético corporal considerado normal, agradável, belo e aceitável na sociedade contemporânea. 

O show com a rapper Yzalú, duas vezes considerada uma das mulheres negras mais influentes do país, a cantora, compositora e violonista, recentemente lançou seu novo EP “quântica”, e traz na bagagem um repertório com letras que retratam as suas caminhadas e vivências no rap, refletindo a realidade de uma boa parte das mulheres e, sobretudo das que fazem parte da cultura hip hop no Brasil e da arte independente.

E a presença da empreendedora social Flora Bitancourt, formada em Artes Corporais/Dança pela Universidade Estadual de Campinas-Unicamp, ela é idealizadora e diretora da ONG Instituto Movimentarte, idealizado em 2011 e constituído legalmente em 2015 em parceria com a professora Ligia Oliveira. A ONG que tem a missão de semear através de aulas de dança, palestras, eventos e workshops a importância da dança no desenvolvimento das pessoas. Acredita na força da arte como um novo caminho de transformação das relações humanas, e visa potencializar o desenvolvimento das pessoas com deficiência, abrindo uma ponte para que a sociedade possa se integrar a este universo.

Fonte: Revista Marie Clarie