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Passadeira de uniformes militares deve ser indenizada por doença profissional

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(Ter, 10 Set 2019 14:15:00)

Uma passadeira que trabalhou para a Associação da Vila Militar, em Curitiba, no Paraná, deve receber indenização por danos morais.

Leia abaixo a transcrição da reportagem:

REPÓRTER - Na reclamação trabalhista, a passadeira, que também prestava serviços de costureira, disse que desenvolveu tendinite no ombro e punho esquerdos, além de dor na coluna cervical. 

Ela sustentou que era submetida a esforços repetitivos devido à atividade constante de costura e de uso de ferro de passar roupas. Além disso, trabalhava em sobrejornada e sem os descansos regulamentares. Ainda de acordo com a empregada, em razão das doenças, ficou com incapacidade definitiva e total para o trabalho. Por isso, solicitou o recebimento de indenização por danos morais.

Em defesa, a Associação negou as alegações e disse ter oferecido equipamento de proteção individual. A empregadora acrescentou que, na época do ajuizamento da ação, a passadeira também trabalhava em uma pizzaria anotando pedidos e isso demonstra que a enfermidade declarada não era tão grave.

Em primeiro e segundo grau o pedido da empregada foi aceito. Para o TRT no Paraná, a dor decorrente da lesão e o sofrimento provocado pela redução da capacidade de trabalho, justificavam a condenação por dano moral, fixada em R$ 3 mil.

O caso chegou ao Tribunal Superior do Trabalho. O relator na Primeira Turma, ministro Dezena da Silva, destacou que, de acordo com o TRT, a Associação não conseguiu comprovar que tomava providências para reduzir os danos relativos à função exercida pela empregada.

Diante das condições econômicas das partes e da gravidade do dano, a Turma decidiu aumentar o valor da indenização por dano moral para R$ 10 mil. A decisão foi unânime.


Reportagem: Michelle Chiappa
Locução: Luanna Carvalho

 
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