Primeira Magistrada - TST Primeira Magistrada - TST

 "Fui nomeada pelo presidente José Sarney em 1990, sendo a primeira     mulher no Brasil a ocupar cargo em tribunal superior. Na época, o Senado   fez uma pesquisa que me apontou como sendo a segunda do mundo. Havia uma mulher em Nova York, embora lá o título não seja ministra e sim juíza da Corte Superior, e eu no Brasil. Foi importante porque existem várias mulheres que, seguindo o meu exemplo, candidataram-se." (Cnéa Cimini, em entrevista à OAB, em 2006)

O TST foi o primeiro no Brasil a ter uma mulher em seu corpo de ministros e a segunda no mundo.

A carioca Cnéa Cimini Moreira de Oliveira entrou para a  história por ser a primeira mulher no Brasil, e a segunda no mundo, a ocupar o cargo de ministra em tribunal superior.  Iniciou sua carreira jurídica no Ministério Público como substituta de Procurador do Trabalho Adjunto; na Procuradoria Regional do Trabalho da 1ª Região, tornou-se Procuradora do Trabalho de 2ª Categoria.  

Ocupou a vaga destinada a membros do Ministério Público, atuou durante dez anos no Tribunal Superior do Trabalho (TST).  Marco importante para a história das mulheres brasileiras que ao ultrapassar essa barreira, foram conquistando outros espaços nos cenários jurídicos.

Cnéa Cimini Moreira, pioneira, defendia a maior participação da mulher na magistratura brasileira assim como no mercado de trabalho.

"Tenho a impressão de que a mulher, por ser mais meiga e mais calma, faz falta", (Cnéa Cimini, em entrevista à OAB, em 2006)

Faleceu em 22 de abril de 2008, no Rio de Janeiro, onde residia.

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