MINISTRO

JOSÉ AJURICABA DA COSTA E SILVA

"Na minha correição, eu fazia a ata de correição e apontava os defeitos, as coisas que deveriam ser corrigidas e, muitas vezes, essas coisas e essas observações não eram acolhidas de bom grado pelos correicionados. Mas isto é da função. A função do Corregedor é a de corrigir e quem corrige desagrada a quem é corrigido, sobretudo quando aquele que é corrigido não faz direito seu papel.
A correição geral era periódica: todo ano eu tinha que fazer correição em uma determinada região dentro do âmbito da jurisdição do Tribunal do qual eu fazia parte, no qual eu era Corregedor. Por exemplo, aqui em Brasília, como Corregedor-Geral, eu fazia correição em todos os estados da federação, do Rio Grande do Sul até o Amazonas, e eu tinha um modelo de correição que seguia sempre. Eu levava esse modelo e ia colhendo os dados, e depois dos dados serem colhidos, eu, então, incluía esses dados dentro do modelo da ata. No final, a ata de correição era lida no encerramento dos trabalhos."

 

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