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Em nome do TST, ministra Maria Calsing presta homenagem ao novo presidente



 

A ministra do Tribunal Superior do Trabalho Maria de Assis Calsing prestou homenagem ao novo presidente da instituição, ministro Barros Levenhagen. A homenagem foi realizada durante a cerimônia de posse da nova direção do Tribunal Superior do Trabalho (TST), na tarde desta quarta-feira (26).

Em seu discurso, a ministra lembrou a construção da Justiça do Trabalho a partir da Constituição Federal de 1946, citou dados estatísticos atuais em relação a varas instaladas, números de servidores e de magistrados e os milhões de novos casos todos os anos. Mas enfatizou que a verdadeira grandeza da Justiça do Trabalho não está nos números e percentuais, mas nas pequenas coisas, "em reclamações cujos pedidos se referem aos dez minutos de intervalo não gozados ou ao vale-transporte não concedido".

Na avaliação da ministra, "a grandeza e a beleza da Justiça do Trabalho estão na compreensão de que o trabalho é um bem que dignifica o homem, libertando-o para a vida em plenitude". Calsing disse que é preciso insistir no valor ético do trabalho humano. Segundo ela, o trabalhador não pode ser tratado como "mera mercadoria".

Trajetória

Integrante da Quarta Turma do TST desde a sua posse, em 2007, Calsing guarda com o novo presidente do TST, além de terem integrado a mesma Turma, o fato de ambos serem de Minas Gerais – estado que ela definiu de "inigualável", e acrescentou: "perdoem-me os que lá não nasceram". Ela é de Juiz de Fora, ele de Baependi. 

A ministra relembrou a trajetória de Levenhagen, desde a formação em Direito pela Faculdade de Direito de Varginha (MG), em 1975, a carreira de magistrado na 2ª Região (SP) e como juiz do TRT da 15ª Região (Campinas-SP), até a posse no Tribunal Superior do Trabalho em 1999. "O diamante bruto nascido nas Minas Gerais, agora lapidado, espalha seu brilho multifacetado na Justiça do Trabalho, neste Tribunal Superior do Trabalho. Aquece-nos com sua luz amiga e sempre disponível", disse.

Calsing revelou que Levenhagen, mais do que pedir, "exigiu" a colaboração de todos os pares, para que a Presidência da Corte acontecesse de forma compartilhada. Para a ministra, essa consciência da necessidade do outro ou dos outros "traduz a lucidez do homem que sabe reconhecer suas fragilidades, e, por isto mesmo, não prescinde da revigorante participação do colegiado que o cerca".

Todavia, para a ministra, essas competências ainda não conseguiriam transmitir todas as qualidades e a riqueza de espírito de Levenhagen. "Fosse eu instada a destacar alguma delas, diria que a simplicidade é a que me fala mais de perto. A simplicidade de compreender que a autoridade de que o magistrado é investido está não no poder do cargo, mas no servir", concluiu.

(Ricardo Reis/CF. Foto: Fellipe Sampaio)

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