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Arena da Amazônia recebe ato pelo Trabalho Seguro nesta segunda (17)



(Sex, 14 Dez 2012, 17h)

O canteiro de obras da Arena da Amazônia, onde ocorrerão jogos da Copa do Mundo de 2014, receberá na segunda-feira (17), às 8h30, o 12º Ato Público pelo Trabalho Seguro. O evento é realizado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM-RR) e deverá reunir cerca de 1.600 trabalhadores. Na ocasião, haverá manifestações de autoridades, exibição de vídeos e distribuição de material didático sobre prevenção de acidentes, além de brindes e apresentação de atividades ligadas à cultura regional.

O ato faz parte do "Programa Trabalho Seguro", mantido pelo TST, CSJT e outras instituições públicas e privadas, que já visitou vários outros estádios da Copa de 2014, entre eles Rio Grande do Sul, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Natal, Cuiabá, Rio de Janeiro e Fortaleza. Em novembro, com a sua realização na Usina Hidrelétrica Santo Antônio, em Porto Velho (RO), o "Ato pelo Trabalho Seguro" começou a ocorrer também nos grandes canteiros de obras do país.

Vencedor do Prêmio Innovare 2012, o objetivo do "Programa Trabalho Seguro" é alertar trabalhadores, empregadores e a sociedade de maneira geral sobre os riscos das atividades diárias, com o intuito de estimular a prevenção de acidentes e reduzir o alto número de casos no Brasil.

Construção Civil

Atualmente o programa se encontra em sua segunda fase, voltada para a construção civil, recordista no número absoluto de casos de mortes decorrentes de acidentes do trabalho e em segundo lugar no ranking geral de acidentes. A cada 100 vítimas, pelo menos seis são pedreiros, serventes e outros trabalhadores de canteiros de obras. Os profissionais que mais se acidentam são os operadores de robôs e condutores de equipamento de cargas, que representam 10% do total.

Os acidentes de trabalho custam ao país cerca de R$ 71 bilhões por ano, de acordo com estudo feito pelo economista José Pastore, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). O valor representa cerca de 9% da folha salarial anual dos trabalhadores do setor formal no Brasil, que é de R$ 800 bilhões.

(Augusto Fontenele/MB)

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