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Audiência pública para discutir risco no uso de raios-x móvel reuniu físicos, médicos e engenheiros

(Sex, 02 Mar 2018 18:10:00)

O Tribunal Superior do Trabalho promoveu, nesta sexta-feira (2), audiência pública para debater a existência ou não dos riscos à saúde em trabalhadores expostos à radiação ionizante dos aparelhos de raio-x móvel.

A audiência foi promovida pelo presidente do TST, ministro Brito Pereira, após a publicação da portaria nº 595 do Ministério do Trabalho, que diz que não se configuram como perigosas as atividades desenvolvidas em áreas que utilizam equipamentos móveis de raio-x para diagnóstico médico, tais como emergências, salas de recuperação e leitos de internação.

A discussão trouxe para debate os vários entendimentos sobre a questão. Especialistas apresentaram suas teorias prós e contra sobre o pagamento de adicional de periculosidades. Um deles foi Robson Spinelli Gomes, diretor técnico do Fundacentro, que defendeu não existir risco ao profissional que opera o aparelho, desde que haja obediência aos requisitos do profissional radiólogo, considerando assim que a justificativa para o adicional não se sustenta.

Por outro lado, Fernanda Giannasi, auditora fiscal do trabalho aposentadas, argumentou que não existe distinção quanto ao raio-x fixo ou móvel, sendo ambos nocivos à saúde pois “todas as atividades envolvendo radiação ionizante são consideradas periculosas”.

O ministro Augusto Cesar Leite de Carvalho, relator do caso que deu origem à audiência pública, avaliou que após esse encontro os ministros vão poder analisar melhor processos que envolvam o tema.

 
Esta matéria tem caráter informativo, sem cunho oficial.
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